A Inês Santos, fez parte de um projecto de voluntariado na Guiné Bissau, organizado pela Fundação João XXIII. Foram cerca de 30 voluntários portugueses que estiveram lá um mês. Este último projecto consistiu em levar computadores para Ondame (uma pequena aldeia) e dar formação a cerca de 30 professores da escola local.
Os cadernos e canetas da Sage foram entregues no infantário local e
provocaram muitos sorrisos...
1. Como surgiu a oportunidade de ires em voluntariado para a Guiné Bissau?
Já há algum tempo que tinha em mente a ideia de ir fazer voluntariado para fora, embora nunca para países Africanos. Mas como a informação passa
rápido, um familiar meu disse-me que uma amiga ia todos os anos para a Guiné, em Janeiro/Fevereiro. Contactei-a e um dia depois tinha a viagem
comprada. Passadas duas semana estava a aterrar em Bissau.
Eu acredito que nada acontece por acaso.
2. Em que consiste este projecto da Fundação João XXIII na Guiné?
O grande projecto/desafio da Fundação na Guiné é dar apoio nos sectores que achamos serem mais importantes e que lá são de uma deficiência
enorme, tal como a educação e a medicina. Nesse sentido o apoio é dado em projectos que possam ter continuidade e utilidade para os Guinienses,
para que aos poucos haja uma evolução. A Clinica Bom Samaritano, a Maternidade tal como a Biblioteca, projecto onde dei um maior contributo, são
das grande apostas da Fundação.
3. Em 2010 conseguiste ajudar a criar a Biblioteca Bom Samaritano. Em que consiste e como foi essa experiência?
O projecto da Biblioteca Bom Samaritano foi iniciado por outros voluntários em 2010, com o objectivo de fornecer mais ferramentas de estudo e a que
todas as pessoas pudessem ter acesso. A cargo da mesma ficou um guiniense, o Lázaro, que a estimou bastante e que continua com muitos planos
para o seu desenvolvimento.
4. Em 2011 tinhas outra missão: levar computadores para a Biblioteca e ver o que tinha acontecido. Estavas com muita expectativa?
Este ano o objectivo foi levar alguns computadores e dar formação básica, pois para a maioria das pessoas era a primeira vez que estavam a ter
contacto com um. As dificuldades e contratempos foram bastantes, mas como com vontade tudo se faz, correu tudo optimamente e o balanço foi muito
positivo.
5. Qual a foi a primeira impressão que tiveste quando lá chegaste e qual foi a reacção dos professores ás aulas de informática?
A primeira impressão foi: há muito por fazer. Isto desde educação, cuidados médicos a um simples "dar a mão" ou mesmo um sorriso. A formação de
computares era mais uma ajuda, e que eu encaro como uma ferramenta para que eles possam por si evoluir e querer aprender mais.
Recordo-me de três momentos que para mim foram os mais marcantes durante a formação, o primeiro contacto em que se junta a felicidade com o não
saber mexer e o medo, o desejo enorme que eles tinham de aprender e absorver informação, e chegar ao fim e ver uma evolução enorme desde o
primeiro dia. Foi muito gratificante.
6. Quais são as novas etapas deste projecto? Esperas estar presente em mais alguma etapa?
A continuação do projecto passa por aos poucos irmos equipando a biblioteca com aparelhos como uma impressora, um scanner e mais livros claro. E
quem sabe no futuro aumentar o espaço, pois a adesão tem vindo a subir e a biblioteca só comporta 10 pessoas de cada vez. Espero estar presente na
próxima e nas que se seguirão, pois uma parte do meu coração ficou na Guiné.
7. Que recordações trazes da Guiné?
As recordações são muitas...eu dei uma ajuda para que pudessem evoluir no seu percurso e desenvolvimento, e eles ensinaram-me a crescer como
pessoa. É incrível como pessoas com tão pouco têm tanto para nos ensinar.
8. De que forma na Sage, enquanto empresa ou individualmente podemos ajudar a Fundação João XXIII?
Qualquer contributo é bem vindo, é sempre mais uma gota no oceano. Seja dinheiro, roupa, computadores, ou mesmo contactos de outras entidades
que também queiram contribuir.

Também quero lá ir!!
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